Caio Fernando Abreu estudou Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde foi colega de João Gilberto Noll. No entanto, ele abandonou ambos os cursos para trabalhar como jornalista de revistas de entretenimento, tais como Nova, Manchete, Veja e Pop, além de colaborar com os jornais Correio do Povo, Zero Hora, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.
Em 1968, perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Caio refugiou-se no sítio de uma amiga, a escritora Hilda Hilst, em Campinas, São Paulo. No início da década de 1970, ele se exilou por um ano na Europa, morando, respectivamente, na Espanha, na Suécia, nos Países Baixos, na Inglaterra e na França.
Em 1974, Caio Fernando Abreu retornou a Porto Alegre. Chegou a ser visto na Rua da Praia usando brincos nas duas orelhas e uma bata de veludo, com o cabelo pintado de vermelho. Em 1983, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1985, para São Paulo. A convite da Casa dos Escritores Estrangeiros, ele voltou à França em 1994, regressando ao Brasil no mesmo ano, ao descobrir-se portador do vírus HIV.
Em 1995, Caio Fernando Abreu se tornou patrono da 41.° Feira do Livro de Porto Alegre.
Antes de falecer dois anos depois no Hospital Mãe de Deus em Porto Alegre, onde voltara a viver novamente com seus pais, Caio Fernando Abreu dedicou-se a tarefas como jardinagem, cuidando de roseiras. Ele faleceu no mesmo dia em que Mário de Andrade: 25 de fevereiro. Seus restos mortais jazem no Cemitério São Miguel e Almas.[1]
Bibliografia
A casa onde Caio Fernando Abreu viveu seus últimos anos de vida, no bairro Menino Deus de Porto Alegre. Semana de Artes Modernas
Inventário do Irremediável, contos;
Limite Branco, romance;
O Ovo Apunhalado, contos;
Pedras de Calcutá, contos;
Morangos Mofados, contos;
Triângulo das Águas, novelas;
As Frangas, novela infanto-juvenil;
Os Dragões não conhecem o Paraíso, contos;
A Maldição do Vale Negro, peça teatral;
Onde Andará Dulce Veiga?, romance;
Bien loin de Marienbad, novela;
Ovelhas Negras, contos;
Mel & Girassóis, antologia;
Estranhos Estrangeiros, contos;
Pequenas Epifanias, crônicas;
Teatro Completo;
Cartas, correspondência;
Dov'è finita Dulce Veiga, romance;
Molto lontano da Marienbad, contos;
I Draghi non conoscono il Paradiso, contos;
Pra sempre teu, Caio F.
Teatro O Homem e a Mancha
Zona Contaminada
Tradução A Arte da Guerra, de Sun Tzu, 1995 (com Miriam Paglia).
A Balada do Café Triste, de Carson McCullers, 1991.
Fonte: Wikipedia
Segundo a revista Época,a obra de Caio será totalmente relançada neste ano de 2012.É esperar para ler.
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